Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil
- 16/11/2021
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Sueli Carneiro nasceu em São Paulo em 1950. Ativista Negra, feminista, filosofa e escritora. No livro Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil, de 2011, ela discute sobre o racismo, a miscigenação, o fetiche com a pele negra. É uma ótima leitura com linguagem simples principalmente para quem quer entender mais de como acontece o racismo no Brasil, serve como uma introdução aos estudos da negritude.
Com a palavra, Sueli Carneiro:
“Insisto em contar a forma pela qual foi assegurada, no registro de nascimento de minha filha Luanda, a sua identidade negra. O pai, branco, vai ao cartório; o escrivão preenche o registro e, no campo destinado à cor, escreve: “branca”. O pai diz ao escrivão que a cor está errada, porque a mãe da criança é negra. O escrivão, resistente, corrige o erro e planta a nova cor: “parda”. O pai novamente reage e diz que a filha não é parda. O escrivão, irritado, pergunta: “Então, qual é a cor de sua filha?” O pai responde: “Negra”. O escrivão retruca: “Mas ela não puxou nem um pouquinho ao senhor?” É assim que se vão clareando as pessoas no Brasil e o próprio Brasil”. (CARNEIRO, p.66. 2011)
Referência: Carneiro, Sueli. In.: Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil / Sueli Carneiro — São Paulo: Selo Negro, 2011. — (Consciência em debate/coordenadora Vera Lúcia Benedito)







