Homenagem à Cartola
- 01/12/2021
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No dia 30 de novembro de 1980 o Brasil perdeu um dos maiores compositores do Samba
Agenor de Oliveira, nasceu no Catete, Rio de Janeiro no dia 11 de outubro de 1908. Desde criança teve contato com a cultura popular através dos festejos do Dia dos Reis. Estudou em diversos grupos musicais, mas foi expulso por mal comportamento, só concluiu o ensino primário. Aos 11 anos começou a frequentar as rodas de samba no Morro da Mangueira, nesta época já tocava cavaquinho e violão. Sua mãe faleceu quando ele tinha 15 anos, o pai, desgostoso, falou para o filho cuidar da sua própria vida. Passou a ser boêmio, trabalhou numa tipografia e depois pedreiro, onde recebeu o apelido de Cartola porque usava um chapéu-coco.
Cartola conheceu Carlos Cachaça – seu principal parceiro de composições e criaram juntos o carnavalesco “Bloco dos Arengueiros”, que posteriormente passou a sera Escola de Samba “Estação Primeira da Mangueira”. No decorrer da sua vida teve vários companheiros na música, como o Noel Rosa, Paulo Portela, Pixinguinha, Paulinho da Viola, entre outros.
O primeiro disco de Cartola foi lançado em 1974 com suas composições interpretadas por outros cantores sendo a principal “O Sol Nascerá”. Em 1976 lançou um novo disco “As Rosas não Falam”. Cartola deixou mais de 500 composições ricas em melodia e poética. Até hoje suas obras são interpretadas em diferentes estilos musicais.
O mestre do Samba foi enterrado no Cemitério do Caju, Rio de Janeiro, aos 72 anos com honras e muito samba. Foi cantor, compositor, poeta e violonista – deixou mais que legado musical, deixou a inspiração dos seus versos nos corações dos (as) brasileiros (as). “E o tempo avança e a gente agradece pela vida. Vida de sonhos, verdades, alegrias, de dores, amores e luz. Tenta, mesmo que ao momento seja só lembranças. Viva de forma que seja mistério, incertezas, de luta, de paz e de amor”.







