O último dia 27 de março, domingo, foi o Dia do Circo.
- 29/03/2022
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A data foi escolhida em homenagem ao palhaço Piolin – Abelardo Pinto, que nasceu em Ribeirão Preto em 27 de março de 1887 e começou a carreira em 1917. Em 1929, os modernistas o homenagearam no “Banquete Antropofágico” da Semana da Arte Moderna. Com uma nova homenagem em 1972 a data de 27 de março torna-se o Dia do Circo no Brasil. A arte circense encanta todas as idades, o picadeiro e as cores trazem alegria que, por muitas, vezes estão contidas nas nossas memórias afetivas. É necessário apontar, contudo, os desafios encontrados todos os dias por esses e essas artistas como a falta de políticas públicas para o setor.
Em contato com o artista circense da Cidade de Goiás, o palhaço Saracura do Brejo nos diz que a arte circense possui um grande potencial de aprendizagem e utilizar as ferramentas do circo tem uma forma de “ensinar que transpassa vários séculos”. Saracura é um ativista da arte circense e na Cidade de Goiás ocupa a cadeira das Artes Cênicas no Conselho Municipal de Cultura de Goiás e também presidente da mesa diretora desse conselho. O artista reafirma a importância de políticas públicas voltadas para o seguimento que é tão diverso, como o circo dentro do teatro, de quem trabalha na rua, nos semáforos ou lonas de circo, bem como em circos itinerantes e em espaços fixos. Defende que as políticas públicas devem levar em consideração as especificidades de cada uma dessas diferenças:
“(...) acredito ser bem relevante que as cidades e estados ofertem uma escola profissionalizante – esse é o tipo de luta que sempre travei aqui no estado de Goiás e estamos conseguindo, como o Basileu França, onde já trabalhei, que tem o curso técnico em artes circenses, tirando um pouco a hegemonia do Rio de Janeiro que era só a Escola Nacional de Circo que ofertava esse tipo de diploma. (...) Então é importante sim estar atentos. (...) Aqui no Estado de Goiás também estamos conquistando nosso espaço nessa trincheira de luta e, principalmente, desde 2013 que a gente tem se organizado mais, participando das políticas dos setoriais, conseguimos uma cadeira dentro do Conselho Estadual de Cultura que hoje em dia já separou circo de teatro e dança dentro do estado. Aqui na Cidade de Goiás, vejo que ainda não é o momento de separar uma vez que todos esses movimentos ainda estão bem pequenos, do circo, do teatro e da dança e a ópera que também representam as artes cênicas. Então, aqui a gente tem ainda mais que se unir e fortalecer todos esses momentos, como ter uma cadeira no Conselho de Cultura e editais diferenciados.”
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